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O QUE É O KRIYA YOGA ?



O Kriya Yoga é uma prática de meditação, que não requer isolamento social ou físico e ajusta-se tanto às pessoas comuns quanto aos monges. A partir dos princípios do Karma Yoga, o Kriya Yoga ensina que toda ação - Kri - é feita pela alma que reside em seu interior - ya.
Kriya Yoga não é uma religião. É uma ferramenta poderosa para ser usada pelos que trilham o caminho espiritual e desejam acelerar seu autodesenvolvimento. Seus ensinamentos enfatizam o relacionamento entre respiração e mente, que se influenciam mutuamente. Nessa reciprocidade, reside o segredo do controle da mente: “o controle da respiração é autocontrole”.


Nenhum dos textos sagrados da Índia registra o início da antiga tradição do Kriya Yoga. Desde tempos imemoriais, essa técnica científica (com benefícios como o bem-estar, calma e equilíbrio já comprovados) vem sendo praticada por santos, profetas e sábios. Estes ensinamentos foram trazidos à era moderna pelo imortal Mahavatar Babaji Maharaj, em 1861, que os transmitiu a Lahiri Mahasaya, um pai de família indiano, que se tornou um mestre realizado. Foi trazida para o ocidente na década de 20, por Paramahamsa Yogananda, autor do livro “Autobiografia de um Iogue” e discípulo direto de Swami Shriyukteswar. Swami Shriyukteswar recebeu os ensinamentos de seu mestre Lahiri Mahasaya. Ou seja, o Kriya Yoga segue uma linhagem de mestres realizados, cujos ensinamentos são transmitidos unicamente do mestre para o discípulo.

Fonte:http://www.kriya.org.br/index.php/kriya-yoga

Para começar a praticar kriya yoga é necessário participar de uma cerimônia de Iniciação. No Brasil ela é realizada durante as visitas dos monges/professores autorizados, que ocorrem normalmente duas vezes por ano. A cerimônia de Iniciação também faz parte dos eventos realizados nos ashrams e centros de Kriya Yoga ao redor do mundo.
O Instituto Kriya Yoga não oferece cursos por correspondência, material didático nem apostilas. A iniciação é ministrada diretamente por um mestre realizado, um monge ou professor autorizado.
Para receber a iniciação é necessário ter a idade mínima de 13 anos e, se menor, estar acompanhando pelos pais ou responsável legal, após passar por uma entrevista. Independente da idade, não deve consumir drogas ou bebidas alcoólicas, nem lecionar quaisquer das linhagens do yoga. Não é necessário qualquer conhecimento prévio.
Após a cerimonia, deve-se praticar regularmente por conta própria ou em grupo. No Brasil e demais países que possuem centros ligados ao Kriya Yoga Institute, os kriyavans (praticantes de kriya yoga) se reúnem para meditar. Informe-se sobre os locais, dias e horários, quando fizer a sua iniciação. Essa é uma oportunidade de se aprofundar na meditação. Somente os kriyavans, iniciados pelo Kriya Yoga Institute, podem participar.
Fonte:http://www.kriya.org.br/index.php/iniciacao-em-kriya

A Primeira Iniciação consiste no recebimento de três técnicas específicas que, juntas, constituem a “Primeira Kriya”. Quando recebe as lições, que descrevem essas três técnicas, o estudante já está iniciado, ele é um Kriyaban, ou iniciado em Kriya Yoga. Se tiver a oportunidade, poderá participar de uma cerimônia de iniciação, conduzida por um ministro autorizado da SRF.
Esses ministros visitam periodicamente o Brasil e conduzem essas cerimônias para os estudantes qualificados. Essa cerimônia, que é muito bela, inspirativa e solene, tem por objetivo imprimir na consciência do devoto o sagrado propósito e significado da relação guru-discípulo que ele estabeleceu com Paramahansa Yogananda. Não é um ritual “esotérico” ou “oculto”, mas uma cerimônia devocional que simboliza o vínculo sagrado de lealdade e amor mútuo que se estabelece entre o Guru e seus novos discípulos. Esse vínculo já é estabelecido, espiritualmente, no momento em que o estudante recebe a aprovação para receber as lições de Kriya. A cerimônia apenas o formaliza.
Lahiri Mahasaya cuidadosamente subdividiu a Kriya em quatro iniciações progressivas. Ele concedia as três técnicas superiores somente depois que o discípulo mostrasse progresso espiritual definido. Nota: Kriya Yoga tem muitas ramificações. Lahiri Mahasaya determinou os quatro passos essenciais, os que possuem o maior valor prático (Autobiografia de um Iogue, capítulo 35).
Depois de ter concluído o estudo de todas as Lições da SRF e estar praticando certo número de Kriyas durante algum tempo, o estudante pode solicitar a “Segunda Iniciação”, que consiste em uma nova técnica, a ser praticada depois da “primeira Kriya”. Para recebê-la, o estudante deve enviar à Sede Central um relatório detalhado, descrevendo o modo como pratica as técnicas da primeira iniciação, sua rotina diária de meditação e os resultados que vem obtendo da meditação. É possível que haja outros requisitos para recebê-la, sobretudo para aqueles que não estudam os graus completos e só têm as lições sumárias em português. Cada caso é um caso, e só a Sede Central poderá informar. Os interessados devem escrever para os EUA e solicitar as devidas informações.
Depois de pelo menos um ano e, se desejar, o estudante poderá solicitar a “Terceira Iniciação” e a “Quarta Iniciação”, que  vêm juntas, em uma mesma lição. A quarta Kriya é uma variação da terceira, que, por sua vez, é uma variação da primeira. Porém, apenas para a Primeira Kriya existe uma cerimônia de iniciação. Não há cerimônias para as outras Kriyas, que só são recebidas por meio de lições. As outras Kriyas são apenas aceleradoras, mas não substituem a primeira Kriya, que é a mais importante.
O objetivo principal da Kriya Yoga, com todas as suas técnicas e variações, não é a realização de façanhas miraculosas e espetaculares, como entrar e sair do corpo, ver luzes e controlar as forças da natureza etc. A finalidade da vida espiritual, em que as técnicas de meditação são apenas ferramentas, é nos dar o perfeito controle sobre nosso corpo e mente, para que possamos nos entregar a Deus com total esquecimento de nós mesmos. É alcançar em Deus a existência eterna, o amor infinito e a bem-aventurança sempre nova que todos nós buscamos. Tudo o mais nos será dado “por acréscimo”, como disse Jesus Cristo.
Solicitação de Lições
Encontra-se na secretaria do nosso templo o Pedido das Lições e, ainda, disponibilizamos abaixo um link para o Pedido da Lição Sumária em Português que está disponível no site site oficial da Self-Realization Fellowship.

Fonte:http://www.yoganandasrfbh.com.br/site/?
page_id=88



Por Cláudio Azevedo
AzevedoCláudio; A Caminho no Ser: Uma Visão Transpessoal
da Psicologia no Yoga Sūtra de PatāñjalīÓrion Edições, Fortaleza, 2.007


Para melhor visualização faça o download das fontes usadas no site: tahoma,tahoma boldsanskrit98.

Síntese baseada em dados colhidos, principalmente, na obra Kriya Yoga 1 deParamahansa Hariharananda, mas também nas notas de rodapé de Humberto Rohden 2e nas palavras de Svami Satchidanandae de Paramahansa Yogananda 4.

Vimos particularidades acerca do termo Kriyā-Yoga e vamos nos deter agora na tradição do Kriyā-Yoga que vem de Lahiri Mahasaya, divulgada no ocidente por Paramahansa Yogananda Em sua essência, o Kriyā-Yoga nos leva a um fácil controle da respiração e ao despertar progressivo da kuṇḍalinī-śaktinossa energia espiritual latente e situada na base de nossa coluna vertebral, que nos capacita a compreender a presença viva do Ser que nos habita e que passa a agir por nosso intermédio.

A História do Yoga

No Mundo


O renascimento espiritual hindu veio através do espírito missionário de grandes santos, vindo ao ocidente para ensinar a sabedoria milenar da Índia. A história passa, então, a escrever nomes como Svami Ramakṛṣna (1.836-1.886), Svami Vivekananda (1.863-1.902), Śrī Aurobindo (1.872-1.950),Svami Śivananda Sarasvati (1.887-1.963), Paramahanṣa Yogananda (1.893-1.952), Ramana Mahaṛṣi (1.879-1.950), Svami Prabhupāda (1.896-1.977),Svami Satchidananda (1.914-2.002) e Svami Satyananda Sarasvati (1.923).

Outros grandes nomes são: Tirumalai Krishnamacharya (1.888-1.998), criador do método Vinyasa de Haṭha Yoga, considerado o pai do Haṭha Yogamoderno. Krishnamacharya foi mestre de grandes outros professores, como: B. K. S. IyengarŚrī K. Pattabhi JoisMataji Indra Devi (1.899-2.003) e T. K. V. Desikachar. O indiano Svami Kuvalayananda (1.883-1.966), seguidor das idéias de Śrī Aurobindodesenvolveu o que hoje se chama yogaterapia, eSvami Muktananda (1.908-1.982) difundiu o siddha yoga, método que traz ensinamentos do śivaismo de Cachemira e do Vedānta darśana.
Haṭha Yoga, que surgiu no século XIX, entrou no hemisfério ocidental na década de 1.920 e hoje é o ramo mais praticado no mundo, por pessoas que o procuram pelos benefícios físicos desconhecendo totalmente o objetivo tradicional: a auto-realização. Ao chegar ao Ocidente, muitas transformações ocorreram, com múltiplas adaptações para satisfazer as necessidades ocidentais.
Krishnamacharya desencadeou um verdadeiro renascimento do Haṭha Yoga nos tempos modernos, seguido de Svami Śivananda Sarasvatimédico que abraçou a filosofia e formou inúmeros seguidores. Outros nomes sãoSvami Śyam Sundar Gosvami (1.891-1.978) de Bengala e depois Suécia, o pioneiro norte-americano Theos Bernard (1.908-1.947), Selvarajan Yesudian(1.916-1.998), Svami Gitananda Giri (1.907-1.993), Svami Dev Murti (datas desconhecidas) e o controverso Dhirendra Brahmachari (1.924-1.994), que foi professor da primeira-ministra Indira Gandhi.
Outros mestres, com caminhos próprios são: o mestre sikh Yogi Bhajan(1.929-), discípulo de Sant Hazara Singh, Svami Dev Murti Dhirendra Bramachari com o seu Kundalini-Yoga (que visa despertar a kundalini por intermédio de posturas, controle respiratório, cânticos e meditação), que chegou ao EUA em 1.969; Svami Śivananda Radha  (1.911-1.995), discípula alemã de Svami Śivananda com o seu 'Yoga da Linguagem Oculta' (que visa desenvolver também autoconhecimento através do simbolismo das posturas); e Eleanor Criswell-Hanna, criadora do 'Yoga Somático' (que dá ênfase à visualização, à lentidão dos movimentos de entrada e saídas das posturas, à respiração consciente, à atenção e ao relaxamento freqüente entre as posturas).



O Que é Yoga?


YOGA


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Extraído do livro "Yoga e as Tradições Sapienciais" páginas 29-35
A palavra Yoga, que deriva da raiz "yuj", significa unir ou religar, no sentido de ligar novamente o homem a algo essencial de seu ser, do qual era unido e que agora vive distante: é o matrimônio da matéria com o espírito. Não é à toa que a palavra religião tem o mesmo significado, pois deriva do latim religare, que significa religar. Da mesma forma, o sufismo considera o espírito humano como uma emanação do divino, ao qual se esforça por se reintegrar.
Nesse ponto, pode-se afirmar que Yoga é uma forma de religião, mas no sentido de que há uma transmissão de conhecimentos, a criação de um código de uma conduta ética e uma prática espiritual. Entende-se por prática espiritual o ponto comum entre Yoga e qualquer religião: a idéia de que o homem pode desejar algo que lhe é infinitamente superior e que está além de si próprio, mas, paradoxalmente, profundamente imerso dentro de si mesmo.
Yoga, como todas as tradições sapienciais, é uma forma de ver o mundo (na literatura hindu existem seis formas de se ver o mundo – os seis darśanas(pontos de vista): Vaiśeśīka Nyāya, Vedānta Mīmāṁsā, e khya Yoga), é o conhecimento da Religião-sabedoria e a sua prática, uma forma de transformação pessoal que exige prática constante a fim de que se consiga mergulhar em todos os níveis de realidade existentes, vencendo-as e vendo-as como ilusões, em direção ao Vazio Infinito (Brahmaṁ), a única Realidade.
Como todas as tradições sapienciais, o Yoga estuda a mente e faz com que o praticante investigue as causas de sofrimento: teoria dos kleśas de Patāñjalī(Cf. Yoga-sūtra). Resumidamente, os kleśas (da raiz kliśh: o que causa dor)  são: avidyā (a falta de percepção das múltiplas realidades do mundo fenomenal e de nossa verdadeira natureza), asmitā (identificação com o ego),rāga (gosto ou atração), dveṣa (aversões) e abhiniveśa (medo de morrer), que podem ser destruídas através de abhyāsa (perseverança na prática) e vairāgya(desapego).
  • O verdadeiro Yoga busca o conhecimento das Verdades Universais;
  • O verdadeiro Yoga trabalha a mente em busca do autoconhecimento, da autotransformação e da auto-realização;
  • Essa meta-final é a mesma de todas as Tradições Sapienciais: as correntes filosófico-religiosas da humanidade.
O hinduísmo demonstra que o homem, devido às suas diferenças individuais, não pode seguir uma única forma para chegar ao Infinito. Algumas pessoas são emotivas, outras pensadoras, outras muito ativas e outras necessitam de comprovações para poderem prosseguir. Para cada uma delas há uma forma de busca. Essa união com o Infinito (Yoga), segundo as Escrituras, poderia ser conseguida por quatro caminhos básicos:
1. Bhakti-yogacaminho onde o ideal que leva à unicidade com o Divino passa pelo cultivo de uma intensa e contínua devoção e amor a Deus e a todas as suas criaturas e criações, de uma forma absolutamente desinteressada. Caminho da maioria dos crentes de todas as grandes religiões, visa à companhia eterna de Deus, afirmando que de alguma forma permanece um traço de separatividade entre o espírito e a Divindade após a união final;
Bhakti vem da raiz sânscrita ‘bhaj’, que significa ‘separar’, no sentido de ponderar sobre as aparentes razões de nossos sentimentos de separatividade ou saudade. No Śrīmad Bhagavatam e no Viṣṇu Purāṇa são ordenadas nove formas de Bhakti, que são:
• Śravana (escutar os Līlās e histórias de Deus);
• Kīrtana (cantar Suas glórias),
• Smaraṇā (lembrança de Seus Nomes e presença);
• Padasevana (servi-Lo a Seus pés);
• Arcana (adorar a Deus);
• Vandana (prostrar-se para o Senhor),
• Dāsya (cultivar o Bhava de um servo de Deus);
• Sakhya (cultivar o Bhava de amigo) e,
• Ātmanivedanā (completa rendição ao Ser).
Um devoto pode praticar entre esses métodos de Bhakti o que melhor combina com ele. Através deles ele conseguirá obter a Divina iluminação. Segundo o sutra 82 do Bhakti Sūtra de Nārada Munī:
“Ainda que Bhakti seja una, ela se manifesta de onze formas de ligação, a saber: Guṇa māhātmyāśaktī, ater-se nas gloriosas qualidades; Rūpaśaktī, ater-se à forma; Pūjāśaktī, ater-se à oferenda; Smaraṇāśaktī, ater-se em lembrar-se; Dāsyaśaktī, ater-se como servo; Sakhyāśaktī, ater-se no sentimento de amigo; Vātsalyāśaktī, ater-se no sentimento de pai e mãe; Kāntāśaktī, ater-se no amor ardente pela consorte; Ātmanivedanā, ater-se na sensação de Si-mesmo; Māyāśaktī, ater-se na auto-rendição elevada; Virahaśaktī, ater-se no sentimento de separação ou saudade”.
 
2. Jñāna-yoga, ou caminho da Sabedoria (gnosis ou sophia dos gregos), onde a análise e eliminação, como ilusórios, de todos os fenômenos considerados transitórios e sua distinção do que é eterno e real, faz o homem concretizar a união com o aspecto impessoal da Divindade. O conhecimento libertador seria de que não somos o nosso corpo físico. Um "Eu" maior existe, o espírito humano (Ātman), e Esse e o mundo divino (Brahmaṁ) são a mesma essência. Visa à completa absorção em Deus, com a dissolução completa de todos os predicados separatistas de Ātman;
3. Karma-yoga, ou caminho do trabalho abnegado, onde cada ação e todos os frutos do trabalho, sem nenhum apego a eles, são oferecidos a Deus como um sacramento, ou são atribuídos a Ele como verdadeiro executor, como forma de se alcançar a pureza de coração e a união divina. Mas o karma-yogin necessita saber qual tipo de trabalho mais o preenche, o trabalho afetivo ou o reflexivo. Vemos então que o Karma-yoga necessita de Bhakti ou de Jñāna;
4. Rāja yoga, ou Yoga Real (raj), o caminho real de união através da meditação, é baseado, principalmente, no Yoga Sūtra de Patāñjalī, mas também no Rāja Yoga Pradīpikā de Śrī Kapila Munī. No Yoga Sūtra de Patāñjalī é denominado Aṣṭāṇga (oito passos) Yoga. Combina os três outros caminhos, pois usa ação dedicada a Deus, a adoração e o discernimento de que Deus é o Ideal.

Combinações desses quatro caminhos básicos, ou trabalhos mais específicos, surgiram, mas nenhum perdendo de vista a Meta final. Quatro deles merecem destaque:
  1. Haṭha Yoga é um sistema de Yoga cuja única proposta é purificar o corpo e a psique, dando controle e total conhecimento sobre todos os estados internos, trazendo saúde física e preparando o corpo adequadamente para a meditação. Trabalha-se o corpo físico dando-lhe uma postura firme, saúde e flexibilidade para que o verdadeiraYoga, que se realiza na mente, nos torne aptos a alcançar níveis maiores de consciência. Se a mente perturbada é capaz de gerar tensões musculares, o alongamento muscular é capaz de diminuir as tensões da mente. Se a mente agitada acelera e superficializa a respiração, a respiração profunda e ritmada consegue acalmar a mente. Uma vez que qualquer postura (āsana) é feita com total concentração no movimento e na respiração, que é sincronizada com o movimento, qualquer āsana é importante para a meditação: visa acalmar o corpo – o "irmão traseiro", segundo São Francisco (1.181-1.226) – pelo seu fortalecimento. Ao trazer saúde e longevidade física surge, naturalmente, disposição a uma vida espiritual;
  2. Outro sistema, conhecido como Mantra-Yoga, consiste na repetição de certos sons universais, com ou sem significado, representando aspectos particulares do Espírito. O Mantra-yoga usa o som como meio de liberar a mente e elevá-la à mente superconsciente. Para se ter uma idéia de como o som influencia nosso estado mental, pode-se comparar o que sentimos quando ouvimos sons de explosões ou colisões de carro, quando ouvimos uma música agitada, quando ouvimos uma música clássica e quando ouvimos músicas de relaxamento;
  3. Laya-Yoga, voltada à percepção de sons e luzes internos; e
  4. Uma técnica avançada de Rāja-Yoga, que reforça e revitaliza as correntes sutis de energia vital no corpo, possibilitando uma calma natural das atividades do coração e pulmões, e que é conhecida comoKriyā-Yoga. Visa à atração da consciência a níveis mais elevados de percepção, trazendo "o despertar" de uma profunda satisfação e de uma felicidade maior do que qualquer das experiências que a mente, os sentidos ou as emoções do homem comum sejam capazes de oferecer. Divulgada no século passado por Paramahansa Yogananda(1.893-1.952), reúne disciplina física (como no Haṭha Yoga), devoção, busca de conhecimento, respiração rítmica controlada como exercício de prāṇāyāma (controle de prāṇa ou energia vital) e meditação emAum. Na prática da respiração material, transformada em prāṇaespiritual, é concomitantemente exercitado o "olho simples", cujo veículo material se acha localizado na fronte (o sexto cakra), entre as sobrancelhas (conhecido também como olho místico ou olho do Cristo). Tem quatro graus ou Kriyās, sendo a sua mais alta meta o completo domínio das forças vitais da kuṇḍalinī-śakti, pela compreensão espiritual. Paramahansa Yogananda afirmava que se o discípulo praticasse a Kriyā-Yoga durante oito horas por dia equivaleria a mil anos de evolução, perfazendo 365 mil anos de evolução, durante um ano de prática ou mais de um milhão de anos de evolução, durante três anos de prática. 
De um modo geral, os hindus consideram a vida dividida em etapas. Segundo Paramahansa Yogananda 2:396 o ser humano deve: (1.893-1.952)
  • Dos 5 aos 25 anos de idade, receber treinamento intensivo do caráter e impregnar-se de ideais e hábitos espirituais. É considerado um segundo nascimento. Deve receber educação geral, aprender pelo estudo e pela observação, e procurar treinamento especializado em alguma profissão pela qual se sinta inclinado.
  • Dos 25 aos 40 anos de idade, cumprir suas obrigações para com a família e para com o mundo (satisfazer a busca por prazer, sucesso e dever), enquanto se esforça por manter um equilíbrio espiritual através da meditação.
  • Dos 40 aos 50 anos de idade, deve viver com mais tranqüilidade, estudar obras inspiradoras, manter-se atualizado com o progresso nas artes e nas ciências e passar mais tempo em meditação, sozinho ou em companhia da esposa.
  • Dos 50 anos em diante, passar a maior parte do tempo meditando profundamente e, com a sabedoria e espiritualidade assim adquiridas, prestar serviço social e espiritual aos outros. Rompe todos os laços em busca do Divino, não odiando nem amando coisa alguma, vivendo o presente sem se importar com o futuro, perambulando e sobrevivendo de esmolas ou do que juntou até então.
Nesse mesmo sentido, talvez o aspecto mais importante de todas as tradições sapienciais (Yoga inclusive) seja a busca da nossa essência, algo que nos é infinitamente superior e que nos habita, por trás de todos os nossos condicionamentos culturais e sociais. A busca daquilo que nos faz semelhantes. Essa busca é a busca da resposta à pergunta: "quem sou eu?" Como veremos, somos seres multidimensionais que nascem, vivem e morrem num mundo multidimensional impermanente e ilusório. Enquanto vivermos, surgirão fatos, em nossas relações, que nos causarão prazer e dor. E nossa vida passa a ser o resultado de condicionamentos que procuram nos aproximar do prazer e nos afastar da dor. Como viver? Questão que a ética procura responder. A ética é totalmente dependente da definição de valores numa sociedade. Ela pergunta: o que desejamos com nossas ações? O que é mais importante para nós? A ética nos diz, então, o que é certo e o que é errado, visando o conjunto de valores da sociedade na época em que vive. Mas uma ética universal e atemporal, baseada em valores universais e atemporais (de saúde, paz, liberdade, justiça, verdade, conhecimento, amizade, amor, etc.), habita em algum lugar em nosso interior, na nossa consciência. Baseado nessa ética universal as tradições sapienciais formularam um conjunto de regras éticas e morais, conhecidas pelos hindus como Dharma (Lei e Dever). Enquanto a ética dá os princípios, a moral dá as ações pertinentes, visando a construção de algo perfeito.
Mas para quê? Aqui entra em campo a filosofia. Toda filosofia só sobrevive enquanto existe uma perspectiva futura, utópica. A utopia é algo impossível, da qual podemos apenas nos aproximar, mas que é necessária. A nossa utopia maior é nos tornarmos perfeitos em tudo, atingir a Perfeição. Em sua busca pela infinitude, o homem (único ser vivo conhecido a ter a noção abstrata de infinito) deturpou a sua maior utopia. Negou e rompeu com o Divino e buscou ser onipotente, onisciente e onipresente no planeta, procurando controlar e dominar a Natureza. Com o seu livre-arbítrio, o homem utiliza esses atributos tanto para o bem estar do planeta como para a sua destruição. Criou um outro mundo através da ciência e da tecnologia, interferindo no planeta, mas demonstrando não ter responsabilidade política e nem ética para ser o "deus do planeta". Mas nessa busca de poder pelo conhecimento científico, o homem se deparou novamente com as mesmas perguntas existenciais presentes em qualquer tradição sapiencial.
A todo o momento correlações entre a nova física e as doutrinas religiosas milenares se fazem presentes. Determinismo e livre-arbítrio (Karma), e a inexistência de conceitos opostos absolutos têm seus correlatos nas filosofias religiosas. A noção científica de se pertencer a algo muito maior, numa unicidade, é sentida em todos os estados místicos (iluminação, auto-realização, satori, samadhi, etc.). Todas as tradições sapienciais falam das mesmas respostas às mesmas perguntas: Quem sou eu? De onde vim? Onde estou? Por que estou aqui? Para que estou aqui? Para onde vou?





smaix pad

SAMĀDHI PĀDA

Sobre (pāda) a superconsciência (samādhi)


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O que é Yoga?

Aw yaeganuzasnm!.1.
atha yogānuśāsanaṁ
(I-1)  Agora (atha) uma exposição do ensinamento (anuśāsanaṁ) para (obter-se) o estado de yoga.
Agora você está pronto para conhecer Deus.
yaegiíÄv&iÄinraex>.2.
yogaś citta-vṛtti-nirodhaḥ
(I-2)  Yoga é a cessação (nirodhaḥ) [da identificação com] dos processos reativos (vṛtti) da mente (citta).
Conhecê-lo implica cessar todo o nosso barulho interno.
tda Ôòu> Svêpe=vSwanm!.3.
tadā draṣṭuḥ svarūpe'vasthānaṁ
(I-3)  Então (tadā), o Observador (draṣṭuḥ) está estabelecido (avasthānam) em sua própria natureza essencial (svarūpa) [e fundamental].
e nos estabelecermos em nossa própria Natureza Divina.
v&iÄsaêPyimtrÇ.4.
vṛtti-sārūpyam itaratra
(I-4) De outra maneira (itaratra) [fora do estado de yoga], existe identificação (sārūpyam) [entre o observador e] os processos reativos (vṛtti) [mentais].
Pois de outra forma, nos identificaremos com o próprio barulho.

 Modificações da mente

v&Äy> pÂtYy> i¬òai¬òa>.5.
vṛttayaḥ pañcatayaḥ kliṣṭākliṣṭāh
(I-5) Os processos reativos (vṛttayaḥ) [mentais] são de cinco tipos (pañcatayaḥ) [alguns] dolorosos (kliṣṭā) e [outros] não dolorosos (ākliṣṭāh).
Nosso barulho interno vem de cinco fontes, dolorosas e indolores:
àma[ivpyRyivkLpinÔaSm&ty>.6.
pramāṇa-viparyaya-vikalpa-nidrā-smṛtayaḥ
(I-6)  [Eles são:] conhecimento correto (pramāṇa), conhecimento equivocado (viparyayah), a construção mental (vikalpa) [ou imaginação], o sono (nidrā) e memória (smṛti).
do nosso conhecimento correto, nossos enganos, nossa imaginação, nosso sono sem sonhos e nossa memória.
àTy]anumanagma> àma[ain.7.
pratyakṣānumānāgamāḥ pramāṇāni
(I-7) O conhecimento correto (pramāṇa) [é baseado em] cognição sensorial direta (pratyakṣa), inferência lógica (anumāna) ou testemunho reconhecido (āgamā).
Nosso conhecimento correto provém daquilo que captamos com os sentidos, de nossa lógica racional e do testemunho de outros.
ivpyRyae imWya}anmtÔUpàitòm!.8.
viparyayo mithyā-jñānam atad-rūpa-pratiṣṭhaṁ
(I-8) O conhecimento equivocado (viparyayah) [supõe] um conhecimento mental (jñānam) falso (mithyā) [de uma coisa], que não (a) corresponde (pratiṣṭham) com sua (tad) real forma (rūpa) [e sim com a aparente].
Nossos enganos provêm de nossa relação com as aparências das coisas.
zBd}ananupatI vStuzUNyae ivkLp>.9.
śabda-jñānānupātī-vastu-śūnyo vikalpaḥ
(I-9) [O processo reativo de] construção mental (vikalpa) [ou imaginação] provém (anupātī) do conhecimento (jñānam) verbal (ṥabda) vazio (śūnyah) [ou sem base em nada] de objetivo (vastu).
Nossas imaginações são barulhos que não se baseiam em nada objetivo.
A-avàTyyalMbna v&iÄinRÔa.10.
abhāva-pratyayālambanā vṛttir nidrā
(I-10) O processo reativo mental (vṛttir) [que surge durante o] sono profundo (nidrā) baseia-se (ālambanā) na sensação de ausência (abhāva) de qualquer conteúdo mental (pratyaya).
 A própria sensação de ausência de conteúdo mental é o barulho mental próprio do sono sem sonhos.
Anu-Utiv;yas—àmae;> Smi«t>.11.
anubhūta-viṣayāsaṁpramoṣaḥ smṛtiḥ
(I-11) O não completo desaparecimento (asampramoṣaḥ) de um objeto (viṣaya) percebido (anubhūta) é [o processo reativo mental de] retenção (smṛti) ou memória.
E nossa memória é o barulho interno proveniente daquilo que retemos após contato com o externo.

Prática perseverante e desapego

A_yasvEraGya_ya< tiÚraex>.12.
abhyāsa-vairāgyābhyāṁ tan-nirodhaḥ
(I-12) A cessação (nirodhaḥ) desses (tan) [cinco processos reativos mentais] é obtida pela (abhi) prática perseverante (abhyāsa) e pelo desapego (vairāgya).
Mas só nos desidentificaremos desses barulhos se formos perseverantes e desapegados.
tÇ iSwtaE yÆae=_yas>.13.
tatra sthitau yatno'bhyāsaḥ
(I-13) A prática perseverante (abhyāsaḥ) é o esforço (yatnaḥ) [constante] para permanecer firmemente estabelecido (sthiti) nele (tatra) [no estado de cessação dos processos reativos mentais].
A perseverança é o esforço constante de se permanecer imerso no Vazio do Silêncio interior,
s tu dI"RkalnErNtyRsTkaraseivtae †F-Uim>.14.
sa tu dīrgha-kāla-nairantarya-satkārāsevito dṛḍha-bhūmiḥ
(I-14) Entretanto (tu), essa (sa) [prática perseverante] torna-se firmemente (dṛḍha) estabelecida (bhūmiḥ) quando levada a cabo (āsevito) por longo (dīrgha) tempo (kāla), de forma apropriada (satkāra) e sem interrupção (nairantarya).
um esforço duradouro, apropriado e ininterrupto,
†òanuïivkiv;yivt&:[Sy vzIkars—}a vEraGym!.15.
dṛṣṭānuśravika-viṣaya-vitṛṣṇasya vaśīkāra-saṁjñā vairāgyaṁ
(I-15) A consciência (saṁjñā) de [auto-]domínio (vaśīkāra), de alguém que tenha deixado de desejar (vitṛṣṇasya) por objetos (viṣaya) vistos (dṛṣṭā) ou revelados (anuśravika), é chamada desapego (vairāgya).
e o desapego é o autodomínio da ausência de desejos conscientes por qualquer coisa, percebida ou não.
tTpr< pué;OyateguR[vEt&:{ym!.16.
tatparaṁ puruṣa-khyāter guṇavaitṛṣṇyaṁ
(I-16) Quando se percebe (khyāter) o Si-mesmo (puruṣa), se alcança o (tat) supremo (paraṁ) [desapego] e se manifesta a completa indiferença (vaitṛṣṇyaṁ) pelos elementos fundamentais da matéria (guṇa).
Mas o verdadeiro desapego só surge quando conhecemos Deus, através da ampliação de nossa consciência.

Tipos de interiorização

ivtkRivcaranNdaiSmtanugmat! s—à}at>.17.
vitarka-vicārānandāsmitānugamāt saṁprajñātaḥ
(I-17) O conhecimento transcendente (saṁprajñātaḥ) [ou êxtase consciente que vem com a superconsciência – samādhi] é acompanhado (anugamāt) por associações verbais (vitarka) [ou raciocínio dialético], sutis (vicāra) [ou reflexão mental], de bem-aventurança (ānanda) [ou sentido de puro ser] e de [pura] consciência de uma existência individual (asmitā).
Ampliar nossa consciência é, partindo desse confuso barulho, perceber a verdadeira compreensão das coisas, alcançar a plenitude no vazio e atingir a percepção de nossa verdadeira Natureza Divina.
ivramàTyya_yaspUvR> s<Skarze;ae=Ny>.18.
virāma-pratyayābhyāsa-pūrvaḥ saṁskāra-śeṣo ' nyaḥ
(I-18) [É necessário] primeiro (pūrvaḥ) um esforço persistente (abhyāsa) na supressão (virāma) dos conteúdos da consciência (pratyaya), [para que surja] o outro (anyaḥ) [estado de consciência que transcende o conhecimento – asaṁprajñātaḥ] [onde somente existem as] impressões latentes (saṁskāra) remanescentes (śeṣaḥ).
Mas para isso, temos que suprimir tudo o que surgir em nossa tela mental para se poder perceber nossos próprios condicionamentos.

O esforço na prática

-vàTyyae ivdehàk«itlyanam!.19.
bhava-pratyayo videha-prakṛtilayānāṁ
(I-19) Esse estado de consciência que transcende o conhecimento, nos seres imateriais (videha) e nos fundidos (layānām) na matéria (prakṛti), [se deve à persistência da] imagem mental (pratyayo) de existência (bhava) [pessoal].
Para alguns seres da natureza, essa percepção já é presente,
ïÏavIyRSm&itsmaixà}apUvRk #tre;am!.20.
śraddhā-vīrya-smṛti-samādhi-prajñā-pūrvaka itareṣāṁ
(I-20)  [No caso] dos outros (itareṣām), [o estado de consciência mencionado em I-18 – asaṁprajñātaḥ samādhi], é precedido (pūrvakah) por fé (śraddhā), energia (vīrya), memória (smṛti) e superconsciência (samādhi) com conhecimento transcendente (prajñā) [ou saṁprajñātaḥ].
mas nós necessitamos de auto-entrega, suficiente energia e registros pessoais de experiências e conhecimentos transcendentes.
tIìs<veganamasÚ>.21.
tivra-saṁvegānām āsannaḥ
(I-21) [O estado de consciência que transcende o conhecimento – asaṁprajñātaḥ] está mais perto (āsannaḥ) para aqueles [que praticam] com muita (tivra) intensidade (saṁvegānām).
Alcançar a supressão das imagens em nossa tela mental implica numa prática intensiva,
m&ÊmXyaixmaÇTvat! ttae=ip ivze;>.22.
mṛdu-madhyādhimātratvāt tato'pi viśeṣaḥ
(I-22) [Visto que uma] diferenciação (viśeṣaḥ) também (api) [surge] em razão (tatah) do teu (tvāt) suave (mṛdu), médio (madhya) ou intenso (adhimātra) [esforço].
pois há uma diferença de conquistas entre quem mantém um suave, médio ou intenso esforço,

Via direta mediante a devoção

$ñrài[xanaÖa.23.
iśvara-praṇidhānād vā
(I-23) E também (vā) [está próxima para aqueles que praticam a] auto-entrega (praṇidhānāt) ao Senhor (Iśvara).
e quem se entrega totalmente ao Senhor:
¬ezkmRivpakazyErpram&ò> pué;ivze; $ñr>.24.
kleśa-karma-vipākāśayair aparāmṛṣṭaḥ puruṣa-viśeṣa Iśvaraḥ
(I-24) Esse Ser Supremo (Iśvaraḥ) é um Si-mesmo (puruṣa) especial (viśeṣa), que é incólume (aparāmṛṣṭaḥ) às causas de aflições (kleśa) da vida e aos resultados imediatos (vipāka) ou latentes (āśayaih) das suas ações (karman).
Aquele que age incólume aos efeitos de suas ações,
tÇ inritzy< svR}bIjm!.25.
tatra niratiśayaṁ sarvajña-bījam
(I-25) Nele (tatra) está, em grau mais elevado (niratiśayaṁ), a semente (bījam) da Onisciência (sarvajña).
Aquele que é a Suprema Energia Onisciente,
s pUvRe;amip gué> kalenanvCDedat!.26.
sa pūrveṣām api guruḥ kālenāna-vacchedāt
(I-26) Mestre (guruḥ) [aquele que dissipa a ignorância] inclusive (api) dos primeiros (pūrveṣām) [mestres], pois não está condicionado (ānavacchedāt) [ou limitado] pelo tempo (kāla).
Mestre dos mestres, não limitado pelo tempo e
  tSy vack> à[v>.27.
tasya vācakaḥ praṇavaḥ
(I-27) Seu (tasya) símbolo verbal místico (vācakaḥ) é aquele continuamente novo (praṇavaḥ): [o OM].
cuja Voz ecoa no Vazio como o divino Som criador.
t¾pStdwR-avnm!.28.
tajjapas tad-artha- bhāvanaṁ
(I-28) Sua (taj) constante repetição (japah) [do praṇavaḥ OM], [junto com] a evocação mental (bhāvanaṁ) de seu (tad) significado objetivo (artha).
Quando se mantém o foco mental Nele e em Seu divino Som,
tt> àTyKcetnaixgmae=PyNtraya-aví.29.
tataḥ pratyak-cetanādhigamo 'py antarāyā-bhāvaś ca
(I-29) Em conseqüência (tataḥ) [da prática de I-28] adquire-se (adhigamah) a orientação da consciência (cetana) para o interior (pratyak) e (ca) também (api) o desaparecimento (abhāvah) dos obstáculos (antarāya).
obtém-se a remoção de todas as distrações que nos impedem a interiorização no Silêncio.

Os obstáculos e soluções

VyaixSTyans<zyàmadalSyaivritæaiNtdzRnalBx-UimkTvanviSwtTvain
icÄiv]epaSte=Ntraya>.30.
vyādhi-styāna-saṁśaya-pramādālasyāvirati-bhrānti-darśanālabdhabhūmi-katvānavasthitatvāni citta-vikṣepās te 'ntarāyāḥ
(I-30) Estes (te) [são os] obstáculos (antarāyāḥ) [que causam a] distração (vikṣepāh) da mente (citta): doença (vyādhi), apatia (styāna), dúvida (saṁśaya), falta de entusiasmo (pramāda) [ou displicência], preguiça (ālasya), avidez por objetos mundanos (avirati), confuso ponto de vista (bhrānti-darśana), não-conquista de um estágio [de interiorização] (alabdhabhūmikatva) e instabilidade [da conquista de um estágio de interiorização] (anavasthitatva).
As distrações que podem assim serem vencidas são: a doença, a apatia, a dúvida, a falta de entusiasmo, a preguiça, a busca pelo mundano, a confusão mental, a não-conquista ou a instabilidade na conquista de uma etapa de interiorização.
Ê>odaEmRnSya¼mejyTvñasàñasa iv]epsh-uv>.31.
duḥkha-daurmanasyāṇgamejayatva-śvāsa-praśvāsā vikṣepa-sahabhuvaḥ
(I-31) Insatisfação (duḥkha), depressão (daurmanasya), nervosismo (aṇgamejayatva) e respiração (śvāsa-praśvāsā) [irregular] acompanham (sahabhuvaḥ) as distrações (vikṣepa).
Insatisfações, depressões, nervosismos e alterações respiratórias são sintomas causados por essas distrações.
tTàit;exawRmektÅva_yas>.32.
tat-pratiṣedhārtham eka-tattvābhyāsaḥ
(I-32) A fim de (ārtham) neutralizar (pratiṣedha) esses (tat) [sintomas causados pelas distrações, deve haver] uma prática perseverante (abhyāsa) [de fixar a mente] em uma só (eka) verdade ou princípio essencial (tattva).
A fim de cessar esses sintomas e serenizar a mente, para conseguir se manter o foco mental Nele, deve-se manter o foco em um único dos seguintes princípios:

Pacificação da mente

mEÇIké[amuidtaepe]a[a< suoÊ>opu{yapu{yiv;ya[a— -avnatiíÄàsadnm!.33.
maitrī-karuṇā-muditopekṣāṇāṁ sukha-duḥkha-puṇyāpuṇya-viṣayāṇaṁ bhāvanātaś citta-prasādanam
(I-33) A serenização (prasādanam) da mente (citta) [é obtida] pelo cultivo (bhāvanātaś) [de atitudes de] cordialidade (maitrī), compaixão (karuṇā), alegria (muditā) e equanimidade (upekṣā) diante de situações (viṣayāṇaṁ) de satisfatoriedade (sukha), miséria (duḥkha), virtude [ou justiça] (puṇya) e injustiça [ou perversidade] (apuṇya).
cultivar atitudes de cordialidade perante sintomas agradáveis, de compaixão perante sintomas dolorosos, alegria perante o virtuoso e equanimidade perante o injusto;
àCDdRnivxar[a_ya< va àa[Sy.34.
pracchardana-vidhāraṇābhyāṁ vā prāṇasya
(I-34) Ou (vā) [a mente se sereniza] pela expiração (pracchardanam) e retenção (vidhāraṇābhyāṁ) do alento (prāṇasya) [ou respiração].
expirar e manter-se relaxado e confortável na ausência de respiração; ou
iv;yvtI va àv«iÄéTpÚa mns> iSwitinbNxnI.35.
viṣayavatī vā pravṛttir utpannā manasaḥ sthiti-nibandhanī
(I-35) Ou (vā) [a mente se sereniza] quando se produz (utpannā) uma perfeita (pra) percepção (vṛttir) [mental] de um objeto (viṣayavatī) mantendo (nibandhanī) inativa (sthiti) a mente discriminativa (manasaḥ).
permanecer no presente, mantendo-se um foco mental e inibindo-se a atividade discriminativa e associativa da mente.
ivzaeka va Jyaeit:mtI.36.
viśokā vā jyotiṣmatī
(I-36) Ou (vā) [a mente se sereniza através de percepções] indolores (viśokā) ou luminosas (jyotiṣmatī) [experimentadas interiormente].
Esse foco mental pode ser qualquer percepção interior, indolor ou luminosa,
vItragiv;y< va icÄm!.37.
vīta-rāga-viṣayaṁ vā cittam
(I-37) Ou (vā) a mente (cittam) [se sereniza quando] dirigida àqueles objetos (viṣayaṁ) [que estão] livres (vīta) de apego (rāga).
ou a lembrança de seres livres do apego,
SvßinÔa}analMbn< va.38.
svapna-nidrā-jñānālambanaṁ vā
(I-38) Ou (vā) [a mente se sereniza quando] apoiada (alambanaṁ) em conhecimentos (jñāna) obtidos durante o sono, com sonhos (svapna) ou sem sonhos (nidrā).
ou de conhecimentos oníricos,
ywai-mtXyanaÖa.39.
yathābhimata-dhyānād vā
(I-39) Ou (vā) [a mente se sereniza pela prática da] meditação (dhyānād) que (yatha) se desejar (abhimata).
ou, enfim, a prática meditativa que se desejar.

Resultados da serenização mental

prma[uprmmhÅvaNtae=Sy vzIkar>.40.
paramāṇu-parama-mahattvānto 'sya vaśīkāraḥ
(I-40) [Quando a mente se sereniza], seu (sya) poder de controle (vaśīkāraḥ) estende-se (antah) desde o mais ínfimo átomo (paramāṇu) até a grandeza (mahattva) suprema (parama).
A serenidade mental assim obtida nos dá o controle desde o micro até o macrocosmo. 
]I[v&Äeri-jatSyev m[e¢RhIt&¢h[¢aýe;u tTSwtdÃnta smapiÄ>.41.
kṣīṇa-vṛtter abhijātasyeva maṇer grahītṛ-grahaṇa-grāhyeṣu tatstha-tadañjanatā samāpattiḥ
(I-41) Após o total enfraquecimento (kṣīṇa) [da identificação com] os seus (sya) processos reativos (vṛtti) [da mente], como (iva) uma jóia (maṇi) transparente (abhijāta) assume (tatsthata) [a cor de uma superfície] colorida (tadañjanatā), o conhecedor (grahītṛ), o processo do conhecimento (grahaṇa) e o objeto conhecido (grāhyeṣu), [se fundem numa] completa absorção (samāpattiḥ) [recíproca].
À medida que o barulho mental se enfraquece, da mesma forma que uma jóia transparente assume a cor do que está em seu íntimo, o eu inferior paulatinamente toma a forma do Eu Superior.
  tç zBdawR}anivkLpE> s—kI[aR sivtkaR.42.
tatra śabdārtha-jñāna-vikalpaiḥ saṁkīrṇā savitarkā
(I-42) Nela (tatra), [na completa absorção – samāpattiḥ] com raciocínio dialético (savitarkā), se misturam (saṁkīrṇā) as construções mentais indistinguíveis (vikalpa) do som (śabda), do objeto em si (artha) e da sua compreensão mental (jñāna).
No estágio inicial de ampliação da consciência, os nomes, os objetos e sua verdadeira compreensão mental são indistinguíveis.
Sm&itpirzuÏaE SvêpzUNyevawRmaÇin-aRsa inivRtkaR.43.
smṛti-pariśuddhau svarūpa-śūnyevārtha-mātra-nirbhāsā nirvitarkā
(I-43) Na purificação total (pariśuddhi) da memória (smṛti), quando a mente se esvazia (śūnya) de sua natureza essencial (svarūpa), refletindo (nirbhāsa) exclusivamente o objeto em si (artha-mātra), [atinge-se a completa absorção – samāpattiḥ] sem raciocínio dialético (nirvitarkā).
Quando a mente associativa se esvazia de suas crenças e “pré-conceitos”, atinge-se um novo estágio mais puro de consciência, onde se inicia a compreensão da Verdade.
@tyEv sivcara inivRcara c sUúmiv;ya VyaOyata.44.
etayaiva savicārā nirvicārā ca sūkṣma-viṣayā vyākhyātā
(I-44)  De igual maneira maneira (etayaiva) se explica (vyākhyātā) [a completa absorção – samāpattiḥ] com (savicāra) e sem (nirvicāra) associações com objetos (viṣayā) sutis (sūkṣma) [como raciocínio dialético ou reflexão mental].
E essa compreensão da Verdade também deve ser esvaziada e purificada de nossas crenças e “pré-conceitos”,
sUúmiv;yTv< cail¼pyRvsanm!.45.
sūkṣma-viṣayatvaṁ cāliṇga-pary-avasānam
(I-45) [Essa] sutileza (sūkṣma) dos objetos (viṣayatvaṁ) estende-se (pary-avasānam) até (ca) o indeterminado (aliṇga) [estágio de manifestação dos elementos fundamentais da matéria – guṇa]
até que se atinja a percepção da mais sutil e indeterminada manifestação objetiva das coisas.
ta @v sbIj> smaix>.46.
tā eva sabījah samādhih
(I-46) Essas (tā) [absorções] realmente (eva) pertencem a um tipo de superconsciência (samādhih) com "semente" (sabījah).
Todo esse processo de ampliação da consciência descrito, se limita ao universo manifestado.
inivRcarvEzar*e=XyaTmàsad>.47.
nirvicāra-vaiśāradye 'dhyātma-prasādaḥ
(I-47) A claridade (prasādaḥ) do Ser interior (adhyātmam) [surge] com a transparência (vaiśāradya) [do estado de completa absorção – samāpattiḥ] sem associações sutis (nirvicāra).
Nesse segundo estado ampliado de consciência percebe-se, em nosso íntimo, a claridade de nosso Ser Interior, da Presença,
\tM-ra tÇ à}a.48.
ṛtambharā tatra prajñā
(I-48) Nele (tatra) [no estágio transparente de completa absorção sem associações sutis – nirvicāra samāpattiḥ), o conhecimento transcendente (prajñā) é a Verdade (ṛtambharā).
e se conhece a Verdade.
ïutanumanà}a_yamNyiv;ya ivze;awRTvat!.49.
śrutānumāna-prajñābhyām anya-viṣayā viśeṣārthatvāt
(I-49) [O conhecimento direto da Verdade – prajñā ṛtambharā] é diferente (anya) do conhecimento (prajñābhyām) baseado no testemunho (śruta) ou em inferência (anumāna), [porque] abrange (viṣayā) um objeto (arthatvāt) [ou aspecto] particular (viśeṣā).
O conhecimento da Verdade difere de qualquer conhecimento que um dia tenhamos tido,
t¾> s<Skarae=Nys<SkaràitbNxI.50.
taj-jaḥ saṁskāro 'nya-saṁskāra-prati-bandhī
(I-50) A impressão latente (saṁskāraḥ) produzida (jaḥ) por este (taj) [conhecimento transcendente] inibe (pratibandhī) as outras (anya) impressões (saṁskāra).
e o registro na memória desse conhecimento inibirá quaisquer outros registros,
tSyaip inraeexe svRinraexaiÚbIRj> smaix>.51.
tasyāpi nirodhe sarva-nirodhān nirbījaḥ samādhiḥ
(I-51) Com a supressão (nirodhe) até mesmo (api) daquelas (tasya) [outras impressões], [ocorre a] supressão (nirodha) de todas (sarva) [as modificações da mente] e a superconsciência (samādhiḥ) sem semente (nirbījaḥ) surge.
até que se consiga inibir até esse último barulho mental, entrando para sempre no reino do Imanifesto, na morada do Pai-Mãe

Fonte:http://www.iccfh.net.br/index.php?option




Kriya yoga prátiсa para todos(Vídeo)



As Lições da Self-Realization Fellowship 

destacam-se, entre os escritos publicados de Paramahansa Yogananda, como os que fornecem instruções passo a passo nas técnicas iogues de meditação, concentração e energização que ele ensinou, inclusive a Kriya Yoga.

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A série completa das Lições está disponível em inglês, espanhol e alemão. Em português, oferecemos três Lições essenciais que dão as instruções passo a passo de Sri Yogananda nas técnicas iogues de concentração, meditação e energização. Essas técnicas – parte integrante da ciência da Kriya Yoga – tranquilizam o corpo e a mente, e conduzem naturalmente à profunda quietude na qual se revela a presença de Deus.

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Por ser a Yoga baseada na prática e na experiência, em vez de na adesão a um conjunto particular de crenças, seguidores de todas as religiões podem se beneficiar dos ensinamentos espirituais contidos nas Lições que se receberá. Quando praticados regularmente, esses métodos levam infalivelmente a níveis mais profundos de consciência e percepção espiritual.

Kriya Yoga 

Após um período preliminar de estudo e prática das técnicas básicas, os estudantes se qualificam para solicitar iniciação em Kriya Yoga. Nessa ocasião, eles estabelecem formalmente a sagrada relação guru-discípulo com Paramahansa Yogananda e sua linhagem de gurus.
A técnica de Kriya Yoga é conferida pessoalmente em cerimônias especiais de iniciação, bem como enviada para cada iniciado em uma série especial de lições impressas que abrangem todos os aspectos da ciência de Kriya.


Orientação Pessoal e Outros Serviços aos Estudantes

Fazendo contato com a Sede Internacional, os estudantes da Self-Realization Fellowship também podem receber a qualquer tempo, gratuitamente, orientação pessoal em sua prática por parte de experientes conselheiros de meditação da ordem monástica da Self-Realization Fellowship.
Além disso, eles podem assistir às aulas sobre as técnicas de meditação ministradas periodicamente no mundo inteiro por monges da SRF. (Essas aulas estão abertas apenas para estudantes da SRF.)
Os estudantes também recebem, durante o ano, cartas especiais de inspiração e incentivo da presidente da SRF, e também boletins e outras publicações da Self-Realization Fellowship


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Outras Informações

Era desejo de Paramahansa Yogananda que as Lições da Self-Realization Fellowship estivessem facilmente disponíveis a todos os que sinceramente desejam conhecer Deus. Para esse fim, as Lições são oferecidas a uma taxa simbólica para ajudar a cobrir os custos de impressão e correio.
Se você deseja estudar as Lições agora disponíveis em português, pode matricular-se preenchendo e devolvendo o formulário de inscriçãoVocê receberá então uma Lição Sumária de Meditação, junto com informações adicionais a respeito das outras duas Lições.
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"Após praticar suas Lições por seis meses, descobri que tudo que vocês me ensinaram é verdadeiro. Vocês provaram para mim a existência de Deus, algo que eu uma vez achava impossível."
                                                                    

C. C., Vienna, Virginia USA

Fonte: http://www.yogananda-srf.org/meditation/HomeStudy




O QUE É O KRYA YOGA ?-VÍDEOS





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